domingo, 13 de dezembro de 2015

SINCOIMP ALONGA HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO COMERCIO

SINCOIMP: horário de funcionamento do comércio em Imperatriz

Pressionado pelos patrões e pala gestão Sebastião Madeira/PSDB que tentou aprovar mudanças no horário de funcionamento do comércio local o Sindicato dos Comerciários de Imperatriz-SINCOIMP aprova a Convenção Coletiva de Trabalho CCT 2015-2016 após desistência do processo de Dissídio Coletivo Nº 0030900-77.2012.5.16.0000 que tramitava desde 2012 no Ministério do Trabalho.

ACESSE O BLOG WILSON LEITE E LEIA O POST COMPLETO.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

BLOG WILSON LEITE SENDO ATUALIZADO

Informamos aos internautas que acessam o Blog Wilson Leite nessa plataforma BLOGSPOT que estamos publicando novos posts apenas no Blog Wilson Leite na plataforma WordPress e fazendo o trabalho de migração de todos os posts contidos aqui para o novo blog, o trabalho está sendo lento devido a realização de correções da língua portuguesa e outros procedimentos para dinamizar a navegação entre os posts.

Agradecemos todos pelas visitas que continuam sendo feitas nesse blog e pedimos que todos migrem para o novo blog que terá o mesmo conteúdo mas com muitas outros funcionalidades. Clique na imagem abaixo e vá ao endereço.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Sebastião Madeira, um “rei” sem herdeiro



 

Em seu segundo mandato como prefeito de Imperatriz chegando ao fim o PSDB local ainda não tem um nome para ser apresentado como sucessor – o herdeiro do legado como os governistas gostam de dizer - de Sebastião Madeira.

Continue lendo clicando em http://blogwilsonleite.com.br

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Ser Patrão


Já falamos resumidamente em outro post (2009) sobre a Ideologia dominante: o pensamento Pequeno-Burguês que muitos membros de nossa classe trabalhadora cultivam sem saber o que é ser patrão. O que mais vemos é que ser patrão é o sonho de todo trabalhador, pois ser patrão é passar à um status social onde poucos podem alcançar, ou dito da forma da ideologia dominante, onde poucos têm capacidade.

Leia texto completo em www.blogwilsonleite.com.br

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

NOVO POST NO BLOG WILSON LEITE

Duas boas oportunidades de formação política

Imperatriz terá dois espaços para possibilitar formação política de quadros nesse mês de outubro. Um acontece na UFMA e outro durante a realização do 13º SALIMP.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Novo Blog Wilson Leite entra no ar neste 1º de outubro



www.blogwilsonleite.com.br

Como havíamos anunciado, o novo Blog Wilson Leite entra em operação neste dia 1º de outubro de 2015. Nessa nova versão, usando o WordPress, o blog vai centralizar outros conteúdos produzidos que ficavam em blogs distintos, como as produções acadêmicas (artigos científicos).


Para marcar a entrada dessa nova plataforma no ar, lançamos uma promoção para os internautas que visitam nosso blog, que na plataforma anterior blogspot havia completado sete anos. 


Livros a serem sorteados pelo blog Wilson Leite
Títulos a serem sorteados pelo Blog Wilson Leite
Na promoção sortearemos um livro da Editora Sundermann que poderá ser escolhido entre três títulos: O veredicto da História (Martin Fernandez), Revolução passiva e modo de vida: ensaios sobre as classes subalternas o capitalismo e a hegemonia (Eduardo Fernandes Dias), e Contos Ambientais: dez histórias e curiosidades sobre a fauna brasileira (Carlos Daniel). O sorteado será escolhido entre os que assinarem-se  na newslatter do blog (cadastro com email para receber as postagens) ou quem curtir a fanpage do blog no facebook


O sorteio acontecerá em 1º de dezembro e o sorteado será contatado para receber seu brinde. 


Desde já agradecemos pela visita e esperamos sugestões e criticas sobre os conteúdos e sobre o layout do blog.

domingo, 13 de setembro de 2015

MUDANÇA RADICAL NO BLOG

Há um mês topamos a proposta de uma mudança radical em nosso blog. Mudaremos para a plataforma WordPress, endereço de domínio .com.br, com um layout totalmente reformulado e com aplicações de técnicas de SEO (Search Engine Optimization) que visam dá mais rapidez no carregamento da página com template responsivo compatibilidade a todos os dispositivos de acesso (notebook, tablets, smartphone, celulares, etc.) sem esquecer de uma maior possibilidade de ser reindexado pelos sistemas de mecanismos de busca do Google.

O trabalho de desenvolvimento da página e das configurações SEO ficou sob a responsabilidade do camarada Luziel Carvalho que me incentivou na mudança em nossas conversas. Todo o conteúdo do blog que atualizo desde 2009 será migrado para este novo blog, No momento estamos na tarefa de revisão em todos os textos.

A tarefa de revisão em mais de 1000 posts não será fácil, assim com a língua escrita, o português não é, são muitas palavras que nos deixam bastante confusos: mal, mau; se, si, senso, censo; onde, aonde; há, a; sessão, seção; mais, mas; etc., olhando as palavras isoladamente até que conseguimos distinguir bem, mais quando estamos focados na escrita para passar as ideias, devo reconhecer que acabamos não percebendo muitos deslizes simples. E como não temos a oportunidade de termos um bom profissional de língua portuguesa para fazer a revisão dos textos, erros acabam passando, claro que sempre contei com a ajuda dos que visitam ao nosso blog - até mesmo os que criticam os erros de português para desqualificar as ideias, mas tá valendo - e pontuam para procedermos as correções.

Então é isso, aguardem que em breve nosso novo blog estará disponível com muitas ferramentas que facilitarão o acompanhamento do que escrevemos e forma de compartilhamentos em outras redes sociais.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O QUE A OPERAÇÃO LAVAJATO VEM PROVAR

Merenda entre dois empresários que disputam licitações públicas.A operação da Polícia Federal batizada de “Lavajato”, deflagrada em março de 2014, até aqui em sua 18º fase tem muito a nos mostrar sobre o funcionamento do capitalismo e suas formas de concorrência. O Juiz Federal da 13ª Vara Federal de Curitiba-PR, Sérgio Moro, em despacho (clique aqui) afirma que a corrupção e lavagem de dinheiro é “sistêmica” envolvendo empresas que realizam grandes obras públicas, centralizadas na estatal PETROBRÁS. As investigações e fatos já comprovados vêm provar mais do que um complexo sistema de cartel e desvio de dinheiro público em obras federais, ela prova que a estrutura da livre concorrência entre empresas é uma falácia do próprio capitalismo, que por essência é concentrador, oligopolista e corrupto.

As descobertas realizadas pela Operação Lavajato colocam em cheque não só a relação das empresas com os governos, no que diz respeito aos subornos e propinas comprovadas, como ainda coloca em dúvida todo um arranjo institucional de controles (internos e externos) - Controladoria Geral da União – CGU, Tribunal de Contas da União – TCU, etc. - que existem dentro do âmbito da gestão pública. Controles esses que de uma forma ou de outra (omissão ou conivência) compactuaram com o saque do dinheiro público para o enriquecimento individual de empresários, diretores e políticos que tiveram indicações para os cargos de gestão dentro da PETROBRÁS.

Se me perguntarem, isso só acontece na esfera federal? A resposta será sempre, óbvio que não! Em vários outros posts neste blog existem críticas com relação às falhas na fiscalização da Lei de licitação 8666/93, já que a lei acaba sendo um manual de como formalizar os vícios em licitações nas várias esferas de poder. E a Operação Lavajato prova mais essa afirmação. Em nenhum momento da operação se fala que o processo (documental) tem alguma falha que comprove as condenações e prisões no âmbito da justiça e dos crimes em si, essas condenações são exclusivamente na comprovação de pagamento de propina ou acordos extra-documentais, por isso a operação só está obtendo sucesso com a ajuda dos que participaram dos esquemas em troca de redução de pena, através da delação premiada. Se isso não existisse, a operação teria se encerrado logo na primeira fase, com a prisão do dono do posto de gasolina e do doleiro Alberto Youssef.

Os esquemas relatados na Lavajato também se reproduzem nos municípios e no Estado, o que muda é o tamanho da empresa e o volume dos recursos envolvidos. Para melhor entender vamos fazer uma suposição – que em muito é o que acontece – e vejam como é praticado em todas as esferas da gestão pública.

Primeiro. Um grupo de empresários (empreiteiros da construção civil, distribuidores de alimentos, fábrica de fardamento ou moveis, etc.) investem massiçamente em um candidato que dá a garantia de que a compra/serviço do município será para ele.

Segundo. se tem um recurso público para a aplicação em algum projeto (escola, hospital, ruas, praça, etc.) seja ele pela arrecadação própria do município ou através de convênio com o Estado ou o governo federal. Observe que já na placa de identificação da obra o valor é exponencialmente maior do que qualquer gasto de uma obra realizada no setor privado.

Terceiro. Nesta fase os envolvidos (gestores e empresários que investiram em sua campanha) precisam montar um edital (regras e minuta do contrato) para a licitação. Esse edital será montado com regras, as mais específicas possíveis, que aponte já as características do ganhador (o menor preço é uma mentira contada em toda licitação pública). Edital montado se publica o mais perto da data da realização da sessão de lances para evitar que empresas – de outras cidades/estados - que não participam do esquema por um acaso apareça. Vale ressaltar que já no início a lei já está sendo burlada, mas vale dizer que há esquemas com os diários Oficiais (Estado e União) para dizer que foi publicado numa data bem anterior ao que foi realmente divulgado. Quem já não viu casos desse tipo diga que estou mentindo.

Quarto. Até aqui temos tudo pronto (formalmente falando) para ocorrer o processo de “concorrência”, reforçando, claro que os beneficiários já estavam preparados e sabendo bem antes que um eventual "estraga-prazer" apareça na sessão presencial (a eletrônica não altera em nada o fechamento do acordo de quem vai ganhar). Na cessão aparecem todas as empresas do esquema com seus envelopes de documentação (habilitação) e proposta de preço para os tais lances. Aqui vale uma ressalva, se nenhum intruso aparecer fica tudo mais simples, caso apareça e tenha uma estrutura legal bem consistente para impedir o direcionamento da licitação a saída será anular, ou se tudo sair diferente do combinado e um de fora do esquema ganhar,  simplesmente engaveta-se o inicio da obra/serviço até que se possa refazê-la, ora se quem tem que ganhar já se sabe né?

Quinto. A obra/serviço começa com uma qualidade que aumente ainda mais o lucro da empresa e garanta o repasse do percentual de propina combinado aos operadores. Para ganhar ainda mais, se pede um aditivo alegando variações de preços, custos não computados, etc.

Sexto. Esses processos licitatórios (papéis) são enviados aos Tribunais de conta TCE-MA que “analisam” e aprovam. Quando um convênio de uma obra é federal a auditoria é realizada pelo TCU, e de vez enquanto uma cidade do Brasil é auditada in loco, mas quando isso acontece e se encontram inconformidades documentais basta se “esquentar” o documento que tudo se resolve. E todos os envolvidos enriquecem felizes para sempre até que venha outro candidato para assumir após 8 anos (segundo mandato) o esquema. Geralmente empresa do esquema de um político não aceita participar do esquema do novo mandatário devido ao código de fidelidade entre políticos e empresas. 

Bom esse exemplo foi para ilustrar como a Lavajato é limitada no que diz respeito aos crimes que verdadeiramente lesam a classe trabalhadora por falta de creches, escolas, transporte público, saúde, infraestrutura, praças etc. e que muito do dinheiro que foi roubado com essa falsa concorrência não será recuperado.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

REDUÇÃO MINISTERIAL: BLEFE OU CARTADA DE MESTRE

Uma vaga representando o Estado tendo pendurado em suas tetas os ministros que dão sustentação ao governo.
Charge de Sponholz, encontrada no google
O governo FHC/PSDB em seu último ano de mandato (2002) tinha uma estrutura governamental montado com 32 ministérios, Lula/PT logo ao tomar posse, em 2003, com seu discurso montado na “governabilidade” com os partidos da coalização do PT criou mais 5 passando para 37, dessa forma podia acomodar todos os partidos da base aliada. Atualmente o governo Dilma Rousseff tem uma máquina composta com 39.

O anúncio feito hoje, 24/08, de reduzir para 29 os atuais 39 ministérios pode parecer para muitos que diante da crise econômica o governo federal passará a racionalizar os gastos públicos com a redução da máquina pública, um desejo de muitos setores da economia, para possibilitar a redução de impostos e o peso que ministérios e os cargos comissionados têm nos gastos do governo, sinalizando aos especuladores internacionais e à população que foi às ruas que o governo quer “cortar na própria carne”, já ouviram essa afirmação antes, né? Quando Lula se referia aos casos de corrupção que surgiam dentro de seu governo.

Então, as coisas não são tão simples quanto parece.  O governo do PT desde Lula se mantém graças ao loteamento da máquina pública através dos ministérios e os cargos comissionados que eles geram, mantendo uma base de apoio fiel. Um governo que se mantém tendo uma maioria ampla através da participação dos partidos acomodados com recursos públicos poderia abrir mão dessa forma de composição em plena debilidade política e constantes derrotas com os parlamentares de sua base, ora ou outra, votando contra os interesses do governo? Uma saída bastante complicada de se cumprir.

O anúncio nesse momento parece mais um blefe do que uma possibilidade real de se cumprir. Segundo o próprio governo a redução dos ministérios tem até setembro para ser posto em prática. Essa jogada, como já pontuamos é uma sinalização para os investidores e para os empresários que almejam uma redução da máquina que justificaria também uma redução da carga tributária sobre a produção. Se pensarmos em como um anúncio desse reflete nos partidos aliados os objetivos são outros: mostrar para a base aliada que sem a votação a favor dos projetos do governo que retira direitos da classe trabalhadora – como quer vários projetos em tramitação – para que o governo continue mantendo esses partidos nos ministérios; e, uma ameaça direta, aos partidos que se dizem aliados, que o governo só manterá nos ministérios àqueles que realmente estão alinhados com o Planalto. Ou seja, o governo está usando uma lógica de mercado aplicado aos ministérios a “Lei da oferta e da procura” (reduz a oferta para aumentar o “valor”), prometendo ”escassez” aos partidos que vacilam com o governo e prometendo uma falsa “eficiência produtiva”.

É, se o blefe der certo, o governo terá dado uma cartada de mestre ao ganhar tempo com a promessa de “cortar na carne” e, consequentemente, conseguir avanços nas votações contra os trabalhadores que virão da Câmara e do Senado, assim, Dilma/PT conseguirá gerenciar a crise mantendo a governabilidade em troca da manutenção dos ministérios distribuídos aos partidos da base aliada. Mas, jogando um fardo ainda mais pesado nas costas da classe trabalhadora, que para os governistas e a oposição de direita é quem deve pagar pela crise. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CONJUNTURA BRASILEIRA: UM POUCO DE RESGATE DA HISTÓRIA RECENTE

Imagem com os aliados do governo Lula(Bush, Sarney, Maulf, Renan e cia)
Capa do Jornal Opinião Socialista nº 459
Fazendo um breve resgate histórico da conjuntura brasileira sobre o que levou ao poder o Partido dos trabalhadores em 2002 podemos afirmar que era “quase um consenso” entre os partidos revolucionários que a elite industrial brasileira já tinha perdido a confiança em Fernando Henrique Cardoso-FHC/PSDB como gerente dos interesses do capital. Essa perda da confiança era sustentada por um daqueles momentos de crise do capitalismo, onde os rendimentos dos banqueiros e especuladores internacionais já não se mantinham a patamares aceitáveis, somando-se a isso, a ebulição social com ocupações de terras lideradas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST e apoiada pela Igreja Católica e sua pastoral da terra. Não podemos esquecer também do que foi o programa de privatizações como a da VALE DO RIO DOCE, entregue ao capital a preço mais baixo que banana em fim de feira.

Vale lembrar também que a direção do PT já havia decidido a mudança em suas posições em relação ao mercado financeiro e aos industriais, em “Carta ao povo Brasileiro” lida pelo então candidato à Presidência da República em 22/06/2002 ele já deixava claro que estava disposto a ser o novo gerente do capital, sempre em defesa da elite:

“Prefeitos e parlamentares de partidos não coligados com o PT anunciam seu apoio. Parcelas significativas do empresariado vêm somar-se ao nosso projeto. Trata-se de uma vasta coalizão, em muitos aspectos suprapartidária, que busca abrir novos horizontes para o país.” (22/06/2002, grifo nosso)

Esse não é o único trecho que explicita a disposição de Lula/PT de assumir o papel que estava sendo de FHC/PSDB. Vale à pena lerem a carta completa (para lerclique aqui), assim fica mais claro nossa próxima argumentação.

Até aqui tentamos relembrar qual a conjuntura que levou a chegada do PT ao poder, e agora precisamos caracterizar os principais agentes que possibilitaram o resultado eleitoral de 2002.

Ninguém pode negar que as bases principais que construíram o PT eram os trabalhadores rurais, operários das indústrias paulista – principal centro industrial da época no Brasil -, sindicatos ligados à Central única dos Trabalhadores – CUT, movimentos sociais como o MST e as pastorais da Igreja Católica, esse último vejo como o principal canal para que o PT pudesse construir sua base social que o tornava o único partido que podia polarizar com os partidos dos ricos.

Mesmo com uma base social já consolidada Lula/PT amargava três derrotas eleitorais (1989, 1994 e 1998) frente aos candidatos dos partidos dos ricos (Collor e FHC/PSDB) o que teria mudado? Exatamente isso, era preciso que o Lula/PT mudasse e que dissesse claramente para os que ganham dinheiro com os governos que ele o apoiava - a elite industrial brasileira (burguesia) -, deixando de lado seu perfil de “eterna oposição” e deixando para um segundo momento a defesa dos interesses de sua base social, é aqui que entra o principal ator: o poder econômico dos grandes industriais e empresários do agronegócio que investiram maciçamente em sua campanha eleitoral e nos candidatos do partido em todos os estados.

Nesse momento o que fica claro que a elite brasileira escolheu um novo gerente do capital, Lula e o PT. Até mesmo os esquemas descobertos hoje com a lava jato é o continuísmo do governo anterior.

A conjuntura econômica que levou enfraquecimento das bases de apoio de FHC/PSDB, o capital financeiro, industriais e do agronegócio é muito parecida com a atual. A questão que está posta é saber se essa elite está convencida de que o PT já não é mais um bom gerente para que continuem a espoliação dos trabalhadores e da riqueza do Brasil, e, não sendo mais qual será o partido que representaria essa burguesia insatisfeita? Para mim, o que está posto com essas manifestações é justamente a definição do que é melhor para os capitalistas nacionais e não o que o PT tenta inculcar na cabeça da maioria que as manifestações são contra a esquerda – os comunistas-, seria, se considerássemos que o PT faz um governo de esquerda, nem o PSDB acredita nisso, daí parte sua insatisfação com a permanência do PT no poder. O PT põe em prática melhor que o PSDB a cartilha neoliberal atacando diretamente os direitos conquistados pelos trabalhadores.

O caráter das manifestações que ocorreram em agosto têm sim um caráter reacionário e anticomunista e com participação majoritária da direita (enquanto ideologia), mas não no caráter de partido constituído institucionalmente, da mesma forma como já dissemos, as mobilizações em junho de 2013 também tiveram participação da elite de direita quando gritavam “sem partido”, mas com demanda - redução das tarifas do transporte publico - que não fazia parte de seus interesses.

Continuarei minha opinião sobre o caráter da manifestação de direita realizada em 20 de agosto e sua insatisfação com o governo do PT em outro post. Nesse espero que fique claro que antes de o PT ter alcançado o poder, ele recebeu um apoio fundamental para essa conquista, a anuência da elite como homem de sua confiança.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

DIA 16 OU DIA 20/08: QUEM SERÁ MEU MALVADO FAVORITO?

As manifestações marcadas para o dia 16 de agosto (organizada pela elite conservadora e partidos da direita) e a do dia 20 de agosto puxada pela Central Única dos Trabalhadores - CUT, Movimento dos Trabalhadores sem Terra - MST e partidos da base aliada, incluindo também a dita “oposição” do PSOL. A primeira chama para protestar contra o governo de Dilma Rousseff(PT) e a segunda exige a garantia da permanência no cargo e o cumprimento do segundo mandato. As duas manifestações é o mais puro exemplo da continuação das escolhas entre o ruim e o menos pior; entre o fogo e a frigideira.

O grupo que comanda o chamado para o dia 16 de agosto é conhecido por suas políticas de privatizações, arrocho salarial e reformas. Um partido que defende os interesses explícitos de uma elite que perdeu o poder político, mas que mantêm os mesmos privilégios econômicos. O que mudou é que ela já não aceita ter seu partido (PSDB) fora do poder, mesmo que economicamente se mantenha - em alguns casos tenha ampliado - seu poderio frente às políticas de conciliação de classe colocadas em prática pelo PT.

O grupo que organiza o 20 de agosto, apesar de ser um campo (classe trabalhadora) que continuou sendo esfoliado em seus direitos e estagnado nas suas reivindicações, como é o caso do MST, no que se refere à política de reforma agrária e incentivo à produção nos assentamentos existentes. No caso da CUT, a defesa do governo é ainda mais descarada. Uma central burocratizada aonde seus dirigentes são atrelados ao executivo federal e com os patrões que apóiam esse governo, ao ponto de defendê-lo. Ao mesmo tempo em que a presidência da Republica junto com o Senado e a Câmara aprova várias medidas que retiram direitos da classe trabalhadora em todas as esferas (publico e privado), para concretizar uma reformulação no campo do trabalho que visa ampliar os lucros dos patrões à custa da maior exploração do trabalhador.

Flexibilização das leis trabalhistas, reforma previdenciária, aumento do tempo de contribuição (mais tempo de trabalho, fator previdenciário) para ter direito à aposentadoria, retirada de direitos como a concessão de auxílio-doença, regras mais rígidas para ter direito ao seguro-desemprego, lei que amplia as terceirizações e quarteirizações na iniciativa privada e pública (PL 4330), plano de ajuste fiscal que retira recursos de áreas essenciais como saúde e educação (até agora soma 10 bilhões); isso só pra relacionar as que já estão em vigor enquanto a CUT e o MST se mobilizam para a defesa do seu malvado favorito.

A partir destas datas, esses dois campos estarão bem definidos: a elite com seu partido querendo a mudança no jogo da falsa democracia para tentar retornar ao poder. Mas o mais preocupante é ver a declaração de apoio explicita de organizações da classe trabalhadora com o MST e a CUT, abandonando de vez a defesa dos interesses dos trabalhadores para pôr todas as suas organizações na defesa de um governo que os atacam sistematicamente. Um erro histórico que será registrado nesse mês de agosto de 2015.

É por esses motivos que precisamos fazer um alerta aos militantes da classe trabalhadora: a recusar esse chamado – tanto do dia 16, quanto do dia 20 de agosto – e dar um passo adiante. É preciso deixar claro a ambos os lados que a classe trabalhadora não pagará a conta da crise dos governos e patrões, para que a mensagem seja clara só há um canal e, que inclusive já foi usado pelos trabalhadores brasileiros em 1917, a Greve Geral.  Ou seja, nem 15 de Aécio (PSDB), nem 20 de Dilma (PT); construir um ato contra o governo e a falsa polarização da direita! Dia 16 e 20 eu não vou, sou pelo trabalhador.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

PANFLETAGEM INFORMA SOBRE A GREVE NA UFMA

Hoje (13/08), a partir das 16h, na Praça de Fátima em Imperatriz, um grupo de estudantes e professores da Universidade Federal do Maranhão em companhia de outros militantes sociais farão uma panfletagem na área comercial.

Banner para o chamado ao ato de panfletagem ma praça de Fátima
Clique na imagem para ampliar
O objetivo da panfletagem e tornar público a greve dos profissionais docentes federais que completou sessenta dias, e apresentar algumas pautas de reivindicação em nível de Brasil, Estado e Município em relação à garantia da qualidade do ensino público superior e gratuito.

Com os cortes dos recursos da educação que já chega a 10 bilhões de reais o funcionamento da UFMA começa a chegar a uma situação crítica com o rompimento de contrato com empresas que presta serviços de limpeza e segurança além de dívidas com serviços essenciais como energia elétrica e água que já acumula cerca de 5 milhões de reais.

Enquanto a situação de agrava nas universidades públicas com os cortes promovidos pelo governo federal, os programas de financiamento de alunos na rede particular de ensino através do FIES e PROUNI continuam sendo garantidos e ampliados.

Essa é a lógica do governo federal que tira o dinheiro do ensino público para jogar no privado, garantindo os lucros das empresas de ensino, sem contar que a dívida com o financiamento praticamente aumentou, com duplicou dos juros cobrados aos alunos, passando de 3,4% para 6,5%.

Veja abaixo o panfleto que será distribuído:

PANFLETO INFORMATIVO SOBRE A GREVE DA UFMA(clique na imagem para ampliar)
PANFLETO INFORMATIVO SOBRE A GREVE DA UFMA(clique na imagem para ampliar)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O QUE ESTÁ ACONTECENDO EM IMPERATRIZ?

Imperatriz reflete muito do que vem acontecendo em todo o Brasil e como as crises do capitalismo a nível global afeta a classe trabalhadora diretamente. Qualquer governo que assuma sua postura de classe - em grande parte do planeta a classe dominante (econômica e política) – que é a dos ricos fará de tudo para manter os lucros e exploração contra a classe trabalhadora.

Tenho observado aqui em Imperatriz o reflexo da tentativa do governo brasileiro para tocar essa política de manutenção de lucros e privilégios aos ricos em detrimento à garantia de serviços públicos aos milhões de trabalhadores que são chamados a pagar pela crise - ou redução dos lucros dos patrões - através de retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, rebaixamento de salários, aumento de produtividade até chegar ao desemprego.

O momento econômico que o Brasil e em especial Imperatriz vem passando demonstra como os patrões em momento de crescimento econômicos exploram os trabalhadores, mas também em momentos de crise - baixa do consumo e produção - lucram ainda mais com as mudanças de leis e através das demissões.

Em Imperatriz temos três grandes setores que geravam empregos: construção civil, comércio e serviços. Desses não há um que seus trabalhadores não estejam sofrendo o fantasma – bem real - do desemprego. Se formos às grandes lojas de departamento de Imperatriz é possível notar a redução drástica do número de trabalhadores, saída ideal para os patrões. O boom imobiliário que passava a cidade também já não é o mesmo, muito dos trabalhadores ou estão em obras como a construção da hidroelétrica de Belo Monte no Pará, ou estão desempregados com a redução dos postos de trabalho no setor. No ramos dos serviços, a redução de clientes é patente, devido à redução dos postos de trabalho que fazem com que o gasto fique apenas no essencial, ou seja, alimentação e saúde.

A rotatividade de emprego nesses setores já era alta, agora, estagnou no desemprego que cresce a cada dia. Para constatar esse numero crescente de desemprego não é preciso esperar uma pesquisa realizada por um órgão do governo - que deve sair em momento mais oportuno pra não fazer cair ainda mais os índices de confiança nos governantes -, basta visitar os sindicatos que fazem as homologações de rescisões e nas clinicas responsáveis pela emissão dos exames demissionais.

Conversando com um colega que foi realizar um desses exames demissionais ouviu da médica: "estou preocupada com o nível de exames demissionais que assino, parece que não vai demorar muito para que eu tenha que fechar as portas, pois terei demitido todos os trabalhadores, já que quase não tem exames admissionais a serem analisados."


Vou deixar aqui uma pergunta para os que acompanham nosso blog: lembram dos discursos dos políticos dos ricos quando há um crescimento econômico na cidade, será que eles são verdadeiramente responsáveis só pelo que é acontece de “bom”. Por que quando as coisas apertam só os trabalhadores é que pagam pelas más políticas desenvolvidas por eles? Reflitam....

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

DEU A LOUCA NA REPUBLICA

O Brasil e a república brasileira vivencia hoje uma das mais críticas crises. Partindo de um enfrentamento aberto entre os poderes (Judiciário, Executivo e Legislativo), onde cada uma dessas tenta a todo custo se blindar dos efeitos catastróficos das relações mútuas de ações para aumentar seus privilégios.

No alto da pirâmide social, identificada por superestrutura de poder político e econômico é que acontecem as disputas mais sórdidas do modelo republicano brasileiro e a relação promiscua entre essas esferas tornam cada vez mais difíceis de serem mantidas.

Àqueles que para alcançarem os mais altos postos – e consequentemente os privilégios - do judiciário são diretamente dependentes da estrutura do Executivo e Legislativo e, os que estão no poder nessas outras duas esferas, que por sua vez, necessitam do respaldo de seus pareceres “legais” para se manter no poder, frente aos recorrentes casos de corrupção e crimes cometidos.

Entre esses dois grandes blocos: Executivo e Legislativo - que dependem do judiciário - é onde acontece os principais embates na disputa de poder, e nesse vale tudo só não vale uma coisa: dizer que as armas usadas por ambos é sempre a corrupção e o crime, antes identificado como de colarinho branco, hoje batizaram de outros nomes como mensalão (petista, do DEM e tucanos), “pedaladas”, etc.

Quando as regras do jogo (corrupção e crime) aceitas pelas esferas de poder são usadas para atacar ou derrubar quem está, momentaneamente, no poder é ai que vem a “louca na republica”. Quando se perde as regras para se continuar a luta pelo poder, e ambos atacam uns aos outros revelando as práticas comuns do jogo. Leva-se um tempo para conseguir novas referências.


Corruptos e corruptores ao revelarem como conseguiram manter a falsa harmonia dos poderes fazem com que toda uma estrutura montada e que vinha sendo dada continuidade, onde a disputa – eleições - é apenas para definir quem passará a ser o gerente, tende a um resultado, até aqui sem qualquer perspectiva de qual será.